segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Ajuda a São Luiz do Paraitinga

Repassamos a mensagem de apelo enviada pelo leitor Edson Lima. Pedimos a quem puder que não deixe de ajudar. A solidariedade é mais importante ainda nessa hora.

Produtos de limpeza e os de higiene pessoal, como sabonete, papel higiênico e absorventes, além de álcool e toalhas de banho são extremamente necessários e, frequentemente, pouco lembrados na hora da doação.

* * *

São Luiz do Paraitinga debaixo da água

Amigos,

Como todos sabem São Luiz do Paraitinga, cidade histórica do vale do Paraíba foi uma
das mais atingidas pelas chuvas da última semana.

A cidade está isolada, com 9000 pessoas desalojadas, e aqueles que assistiram as
imagens pela televisão acompanharam a triste cena do desmoronamento da Igreja Matriz da cidade. Sabemos que a Capela das Mercês também desmoronou assim como vários casarões antigos da cidade, entre eles a casa de Dona Cinira, viúva do compositor Elpídio dos Santos (autor de “Fiz uma casinha branca lá no pé da serra pra nós dois morar…”), personagem ilustre da cidade que no ano passado comemorou seu centenário.

A cidade está em total estado de desolação e carecendo de absolutamente tudo.

Está sendo organizada uma ação para envio de donativos através de um caminhão que
partirá de São Paulo essa semana.

Vale o que cada um puder ajudar… Eles precisam de água, leite em pó, fraldas
descartáveis (infantis e geriátricas), roupas, alimentos, lanternas, colchões e o
que mais cada um puder oferecer.

As doações serão recolhidas no prédio da ESPM (Escola Superior de Propaganda e
Marketing) com sede à Rua Dr. Álvaro Alvim, 123 a partir de hoje das 15h às 21h e
nos dias 5 e 6 das 10h às 21h.

São Luiz do Paraitinga precisa se reerguer. Nessas horas a força é redobrada, as
mãos se encontram e a ajuda se faz acontecer. Uma cidade tão forte, que cultiva na
terra, nos sobrados e no coração das pessoas a nossa cultura… e que tanta alegria
já trouxe em seus carnavais, festas do Divino, Semana da Canção, e outras festas
populares agora, precisa de nossa retribuição.

sábado, 19 de setembro de 2009

Projeto da Embrapa incentiva o cultivo de hortaliças de uso tradional no Brasil

Taioba (Xanthosoma sagittifolium (L.) Schott )

Taioba (Xanthosoma sagittifolium (L.) Schott )

Projeto da Embrapa para resgatar produção de hortaliças tradicionais, ou não, já tem 23 variedades

Niza Souza – O Estado de S.Paulo

Beldroega, ora-pro-nóbis, araruta. É provável que muita gente nunca tenha ouvido falar. Estas são algumas hortaliças tradicionais da cultura brasileira, mas que nunca tiveram cultivo comercial e acabaram sumindo da mesa dos brasileiros. Com a ideia de resgatar a tradição de produção e consumo de variedades não convencionais, a Embrapa Hortaliças está investindo em um projeto para manutenção e multiplicação de materiais genéticos de mais de 20 variedades.

O projeto começou tímido, há três anos, com atividades para multiplicar alguns materiais de hortaliças tradicionais no Distrito Federal e em Minas Gerais, onde a Embrapa conta com apoio da Emater. “Mas a demanda de produtores interessados foi tão grande que resolvemos traçar um projeto maior”, diz o pesquisador Nuno Madeira, da Embrapa. Além de ampliar o trabalho para outros Estados – Pernambuco, Santa Catarina e Mato Grosso -, a lista de hortaliças não-convencionais que serão trabalhadas chegou a 23. “São culturas rústicas, a maioria nativa brasileira, e bastante adaptáveis, ou seja, de fácil cultivo. O próprio agricultor pode produzir as mudas”, destaca o pesquisador. Segundo ele, algumas espécies, como mangarito e jacatupé, estão quase em extinção.

Antes de investir na multiplicação mais ampla de mudas e sementes, porém, a Embrapa está editando – e deve lançar até o fim do ano – uma cartilha, com informações resumidas, e um manual de produção, com informações mais amplas sobre produção, características nutricionais e formas de consumo destas hortaliças. “Muitas caíram em desuso e a população não sabe mais como prepará-las”, destaca Madeira.

As hortaliças do banco de multiplicação são: almeirão-de-árvore, azedinha, beldroega, bertalha, capiçoba, capuchinha, caruru, chicória-do-Pará, jambu, ora-pro-nóbis, peixinho, serralha, taioba, vinagreira, araruta, inhame (cará), jacatupé, mangarito, taro, cubiu, jurubeba, maxixe e maxixe-do-reino.

Mais informações pelo endereço nuno@cnph.embrapa.br